Telessaúde fomenta discussão na Hospitalar

28/05/2014

No evento, profissionais da área da saúde e de T.I. exploraram suas opiniões sobre a inovação para a medicina: “Falta educação para saúde”, dizem

No terceiro dia da 21a Feira Hospitalar, que aconteceu em São Paulo, no Expo Center Norte, o Seminário Digital Health discutiu sobre os desafios da tecnologia na área da saúde e sobre a implantação da Telessaúde no cenário atual do setor.

O assunto foi bastante discutido entre os profissionais da área da saúde e de tecnologia da informação que presenciaram o debate entre Dr. Heider Pinto, Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde; Dr. Paulo Puccini, Secretário Municipal Adjunto da Saúde; Profa. Dra. Alexandra Monteiro, Coordenadora do Núcleo de Telessaúde da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); a jornalista Fabiane Leite; Prof. Dr. Francisco Campos, Secretário Executivo da UNASUS; Luiz Ary Messina, Coordenador da RUTE e Prof. Dr. Claudio Souza, Coordenador do Núcleo de Telessaúde da UFMG.

De um lado, para os profissionais, existe ainda uma resistência da classe médica quanto a implantação total da Telessaúde nas instituições por conta da possível perda de contato do profissional com o paciente. Por outro lado, a inovação no setor é imprescindível, pois otimiza recursos, tempo e custos, tanto para o hospital como para o próprio paciente.

Para a especialista em tecnologia da informação e Gerente de Projetos de T.I. da Gesaworld do Brasil, Maria Tereza Dal Monte Gonçalves, a Telessaúde é importante para o cenário atual: “Os objetivos dessa tecnologia são, sem dúvida, apoiar e ampliar o acesso à saúde, corrigindo iniquidades e injustiças. Como disse Dr. Claudio, ‘são novas tecnologias que chegam para tentar solucionar problemas antigos.’ Portanto, os seus benefícios são muitos, incluindo a melhoria da assistência primária em saúde evitando que o paciente ‘perambule’ pela rede de saúde sem necessidade, propiciando um elo de confiança e de respeito entre ele e os profissionais de saúde que o atendem em seu próprio local de moradia”, comentou Tereza, completando que existe, ainda, a possibilidade de atualização do conhecimento médico para os profissionais de saúde, e o que essa tecnologia permite é um de seus principais trunfos.
“Temos como exemplo os vários cursos EAD que estão sendo disponibilizados pela UFMG, incluindo um novo ‘Mestrado de Telemedicina’ recentemente aprovado pelo CAPES, e anunciado no seminário, além de outros como ‘Curso de Eletrocardiomiografia’ e ‘Curso de Formação em Malária’, por exemplo, extremamente útil para os profissionais de saúde que atuam em regiões propícias a tal doença”, explicou ela.

Segundo a Dra. Gonçalves, o principal desafio atual é a falta de banda larga em regiões distantes, o que dificulta a comunicação para o setor. “Falta infraestrutura que suporte todas essas novidades tecnológicas, há necessidade de investimentos, especialmente nos Estados da região Norte, como o Amazonas”, salientou.

Embora o assunto ainda tenha bastante resistência por parte da área médica, possivelmente os sistemas de informação atrelados à internet evoluirão, permitindo que dados sejam compartilhados com segurança e que, segundo a Dra. Gonçalves, sejam criados através de padrões abertos.


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